30 de março de 2009

Elkye aconselha . 9ºB

O Terceiro Homem
de Graham Greene

O Terceiro Homem é passado na Viena pós-Segunda Guerra Mundial. Holy Martins chega à cidade sem um centavo sequer, para visitar Harry Lime, seu amigo de longa data. Logo descobre que Harry morreu e em circunstâncias muito suspeitas. Em dúvida de que ele realmente tenha morrido num acidente de carro, parte em busca da verdade, interrogando os envolvidos. Enquanto se faz passar por um célebre escritor, ele dá início à sua própria investigação e busca respostas à pergunta: o que Harry fez para merecer a morte? Entretanto, envolve-se com Anna Schimdt, ex-namorada do falecido.
O Terceiro Homem mergulha-nos um pouco no mundo da espionagem e da Guerra Fria.

29 de março de 2009

Diário de Bordo: incentivo à leitura

Elkye aconselha . 9ºB

Marley e Eu
de John Grogan Marly
Falamos de John e Jenny, um jovem casal apaixonado que estava a começar uma vida a dois, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que rapidamente se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, sujava paredes, babava as visitas, comia roupa do vizinhos e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valera os tranquilizantes receitados pelo veterinário nem a "escola de boas maneiras", de onde, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. É um livro Imperdível.

28 de março de 2009

A nossa sugestão: A propósito de Charles Darwin

Darwin e a Verdadeira História dos Dinossauros
de Luca Novalli
Em época de celebração dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin, naturalista britânico do século XIX que se dedicou ao estudo da evolução das espécies e fundou a teoria da selecção natural e para quem gosta de temas da ciência, aqui fica a sugestão do livro de Luca Novelli, da editora Gatafunho, onde temos a oportunidade de aprender quem foi Charles Darwin e como surgiu o Darwinismo.
Nota: livro aconselhado pelo Plano Nacional de Leitura, para o 9º Ano.

24 de março de 2009

Diário de Bordo: outras formas de ler

Por algum motivo, entre 8o baleias e golfinhos que deram à costa ontem na Austrália, apenas onze sobreviveram.

23 de março de 2009

Diário de Bordo: a ordem do verbo

Henri Fantin-Latour (1836-1904)

"O verbo ler não suporta o imperativo" Daniel Pennac

22 de março de 2009

Diário de Bordo: outras formas de ler

Hoje, 22 de Março, dia Mundial da água, no Bangladesh...
Foto: Munem Wasif, Prix Pictet, 2009
O bem mais precioso para a vida e que esbanjamos nas torneiras das nossas casas provoca a morte noutros pontos do planeta, onde os leitos de água têm gradualmente desaparecido, dando lugar a lamaçais e a pequenos ribeiros de águas sujas e contaminadas, fruto da má gestão dos recursos naturais e do aquecimento do planeta.

Diário de bordo: ambiguidades na net


Gerês: Incêndio no Parque Nacional próximo da Mata Albergaria mas "evolui favoravelmente" (Fonte do município dixit)
22 de Março de 2009 (sapo.pt)
Quando um fogo evolui, é favorável a quê? A julgar pela imagem, o fogo evolui favorável a si próprio...

21 de março de 2009

Diário de Bordo: Como escolher um livro


Vieira da Silva, Bibliothèque em Feu, 1974

Como escolher o livro do qual podemos retirar interesse e gosto?
O mundo dos livros é vastíssimo. As possibilidades de escolha são múltiplas. E há livros para todos os gostos. A escolha nem sempre é fácil e a decisão pode mesmo ser má, quando as características do livro impedem o encontro prazeroso entre o mundo do texto e o mundo do leitor.

Algumas dicas:
- a sugestão do título
- o interesse do autor ou porque já conhecemos algum livro dele que nos deleitou ou porque é um autor que nos suscita curiosidade
- a temática do livro sugerida na contracapa
- o prefácio

16 de março de 2009

Poesia - Carlos, 9ºA

Salvador Dali
Os meus dias de rapaz adolescente,
São dias ora iguais, ora diferentes.
Olho o mundo em minha volta,
E vejo muita gente.

Passo o dia a pensar
Só eu sei o que me vai na alma,
Com o coração a palpitar
Vejo alegria ou vejo mágoa.

Meus dias são o sol brilhando
Um sorriso desvairando,
Sempre atento àqueles que me rodeiam,
Vou tentando, ajudando.
A adolescência é um céu
Onde eu sou uma estrela,
Brilhando de noite, escondido durante o dia
Vou sonhar e aprender
Vou amar ou vou morrer.

Os dias são como o vento,
Quem os leva sabe guardar
Um segredo, um pensamento
Para poder melhor contar.

Poesia - O lado poético da Isabel, 9º B

Sonhava em ser o céu
Que presencia tudo
Que sabe tudo

Sonhava em ser o sol
Em ser essencial para o Mundo
Em dar vida ao Mundo

Sonhava em ser o fogo
Em queimar lembranças
Em libertar sensações

Sonhava em ser a terra
Em sentir o Mundo
Em dar base ao Mundo


Salvador Dali

15 de março de 2009

Joana Rita aconselha - 9ºA

A família de Nazaré
de Maria Teresa Maia Gonzalez

A família de Nazaré estava a passar uma fase difícil, pois ainda há pouco tempo a avó de Nazaré tinha falecido e o pai de Nazaré tinha perdido o emprego e, como eram muitos, todos tinham de colaborar.
Nazaré tinha cinco irmãos: o Zé Luís, a Sofia, o Jorge, o Frederico e a Nina (Guilhermina). O Zé Luís é o irmão mais velho, que estudava e começou a trabalhar numa pizzaria, para ajudar os pais. A Sofia é um ano mais nova que a Nazaré e é um pouco embirrante. O Jorge é um rapaz que gosta de escrever muito. O Frederico adora ouvir as histórias que o avô lhe conta e anda no primeiro ano. A Nina era a mais nova e tinha trissomia vinte e um, mas era uma criança adorável. O avô teve de ir morar com eles, porque não podia estar sozinho.
Na escola, Nazaré não gostava lá muito que os rapazes se metessem com ela, por isso afastava-os sempre, mas havia um deles que nunca desistiu de falar com ela e, no final, Nazaré apaixona-se por ele.
Gostei de ler este livro, pois mostra que as famílias grandes são famílias que se inter-ajudam, o que demonstra um grande carinho entre elas.

Diário de Bordo: Porque lemos

Viajar no espaço físico é talvez a forma mais interessante de nos distrairmos e de nos cultivarmos, que não exclui a viagem através dos livros.
Pensando bem, ler é uma necessidade básica que interfere na nossa realização no mundo, pois estamos sempre a ler, porque estamos sempre a interpretar tudo o que nos rodeia – um rosto… uma flor… um sinal… as estrelas… as mãos… os mapas… os livros…
A viagem através dos livros é uma viagem tremenda, que vai moldando a nossa personalidade, como uma teia que se alarga e se fortalece, através das leituras.
Lemos por prazer, por ócio, para aprender, para estarmos informados, por necessidade de pensar e até mesmo para nos distrairmos, quando o tempo é de espera. Lemos desde que existimos, pois tal como precisamos de alimento para o corpo, também precisamos de alimento para o espírito que nos ajuda a compreender a nossa relação com o mundo. Sempre que lemos um bom livro, o nosso horizonte do mundo alarga-se um pouquinho.
E para comunicarmos à distância e representarmos as nossas reflexões e a nossa visão do mundo, inventámos o livro que já passou por tantas transformações: desde os livros de pedra, das tabuinhas, ao papiro, ao codex em pergaminho, ao livro em papel, até chegarmos às mais imateriais formas de livro, o livro em formato áudio e digital. Se há quem receie o fim do livro, parece que a sua própria história nos dá a resposta: “nada se perde, tudo se transforma” e o livro também...

11 de março de 2009

A nossa sugestão

O Velho que Lia Romances de Amor
de Luís Sepúlveda

Uma história adorável, esta de Luís Sepúlveda, escritor chileno que se inspirou na sua visita à Amazónia, o pulmão do mundo, onde reina a lei da selva, para nos contar a história de António José Bolívar Proaño, que foi salvo pelos indígenas da tribo dos Shuar, da mordidela de uma cobra venenosa e com eles aprendeu os segredos da selva, onde os ocidentais destroem, em nome da ambição e da ganância pelo poder e pelo dinheiro.

José Bolívar é um homem especial, que ama a natureza e os animais no seu estado puro e que descobre uma maneira de enfrentar a velhice sem se aborrecer, no seio dos mistérios da Amazónia: analfabeto, aprende a ler, juntando pacientemente letras, nos livros que um dentista lhe trazia da cidade. Mas a história de José Bolívar transforma-se numa verdadeira aventura em defesa da natureza, quando começam a surgir os corpos dos caçadores furtivos, completamente desfeitos pelas garras de feras...

9 de março de 2009

Diário de Bordo

Um livro pode comparar-se ao curso de um rio:
à medida que o vamos lendo,
vamos desvendando imagens, página a página,
quais margens que vão desaparecendo,
à medida que o rio corre em direcção ao mar...

E, entretanto, no movimento das águas,
vamos caminhando,
bem ou mal,
ora caravelas intrépidas
em busca de ilhas de sonho
ora gravetos flutuando
no curso das águas
ora sargaços híbridos
em ribeiros esquecidos....

28 de fevereiro de 2009

Isabel Revelles aconselha - 9º B

Lágrimas coloridas
de Ana Macedo

Lágrimas coloridas conta a história de um adolescente, Luís, que mostra a força com que vence a morte da sua namorada e como combate a loucura e consegue superar todos os problemas, descobrindo a verdade, com o apoio e empenho dos seus amigos. O mistério da morte de Inês, a sua namorada, faz parte do seu dia-a-dia e não ajuda a esquecer, mas a recordar, tornando este livro muito cheio de mistério, o que nos faz ansiar ler sempre a próxima página, até descobrirmos a verdade deste assassinato.

23 de fevereiro de 2009

Diário de Bordo - Ler e pensar



Há leituras que deixam em nós a felicidade pura de um dia de sol...
Outras, deixam-nos agarrados aos pensamentos, como se cada palavra transportasse uma luz e uma sombra que nos deixa a pensar nas entrelinhas...

Neste quadro de Picasso, uma mulher lê, num ambiente de penumbra, onde um candeeiro reflecte a luz sobre as páginas do livro. A sombra em que está mergulhada a cabeça da mulher parece indiciar que a leitura é uma actividade cerebral, que absorve o pensamento.
Das páginas do livro saiem saberes cheios de luz, que entusiasmam a actividade de pensar, a actividade do planeta a mais humana e que nos distingue dos animais.

Este quadro de Picasso pôs-me ainda a pensar sobre a cor do pensamento. O pensamento terá cor? Dizem que o saber é da cor da luz. Muito sinceramente, tenho dúvidas. Se assim fosse, vinha um dia de sol e ficávamos a saber tudo.

Nunca vi a cor do pensamento, mas se o tivesse de representar, seria mesmo cinzento. Porquê? Porque pensar incomoda como andar à chuva, lá dizia um heterónimo de Fernando Pessoa, e quem anda à chuva molha-se, ao experimentar tudo o que um dia de sol não mostra e que se esconde na noite dos pensamentos...

21 de fevereiro de 2009

Isabel Revelles aconselha - 9º B

Mais não Papá
de Maria Landon

Mais não Papá relata uma história verídica de uma criança, vítima de maus tratos e de abusos sexuais, pelo próprio pai, que mais tarde a obrigou a prostituir-se, para sustentar os seus vícios do álcool. É um livro chocante, mas ao mesmo tempo bem interessante, por nos fazer pensar em problemas verídicos.

20 de fevereiro de 2009

Joana Rita aconselha - 9ºA

A Lua de Joana
de Maria Teresa Maia Gonzalez

Mais uma leitora de A Lua de Joana. Depois da Isabel do 9ºB é a vez da Joana Rita do 9ºA:
"O livro “A Lua de Joana”, é um livro que transmite muitos sentimentos, principalmente o sofrimento, pois mostra que a adolescência é uma fase bastante difícil.
Eu adorei ler este livro, porque é um livro que me mostrou como as pessoas podem tornar-se iguais umas às outras, sem se aperceberem disso.
A Joana tinha acabado de suportar uma perda enorme, a sua melhor amiga, a Marta que morreu por overdose. A Joana sofreu muito, acabando por cair, também ela, no Mundo da droga. Mas a Joana vai ter muitas peripécias, ao longo deste livro, porque a Joana tem um pai que é médico e que nunca passa tempo nenhum em casa. A sua avó, que era a única que lhe dava importância, também acabaria por morrer. Uma paixão pelo irmão da Marta, o Diogo, que também começou no Mundo das drogas e muitos mais outros momentos que a Joana passa, absorvem o leitor jovem adolescente.
Sinceramente, eu adorei este livro, por me ter envolvido em muitos sentimentos, demonstrando que as pessoas se podem tornar em pessoas completamente diferentes, o oposto de si mesmas."
Joana Rita, 9ºB

João Paulo aconselha - 9º B

A criança que não queria falar
de Torey Hayden

“Era um criança de seis anos. Insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento… até encontrar uma jovem e brilhante professora.”

Este livro conta-nos uma história verídica. Torey Hayden é uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais. Sheila é uma menina de seis anos, sua aluna, que foi abandonada pela mãe. Sheila vivia com o pai e conhecia apenas o mundo onde era maltratada e abusada.
Sheila dá entrada na sala de Torey, de modo temporário, ou seja, até o hospital psiquiátrico ter vaga para ela, pois Sheila em Novembro tinha raptado um rapazinho de 3 anos, atara-o a uma árvore e pegara-lhe fogo e, desde ai, os pais e professores não a queriam junta com as outras crianças. Inicialmente a relacionamento com Sheila foi muito difícil, mas com muita paciência Torey conseguiu ajudar Sheila. Quando chegou o época de férias do Verão, Sheila queria continuar com Torey.

João Paulo, 9ºB

18 de fevereiro de 2009

A nossa sugestão

O Velho e o Mar
de Ernest Hemingway

O Velho e o Mar é considerado um clássico puro da Literatura Universal, onde nos é contada a história de um velho pesacador que, consciente do percurso trágico do homem na terra e sentindo na pele o peso do envelhecimento, não desiste de viver e de lutar com todas as suas forças, mostrando que "Um homem pode ser destruído , mas não derrotado".

Esta é também a história de amizade entre o velho pescador Santiago e uma criança que cedo se torna adulta, devido à sua situação sócio-económica. Uma criança de um tempo em que os valores da amizade e o respeito pelos mais velhos ainda não tinham sido destronados pelo culto da imagem e pelo dinheiro.

10 de fevereiro de 2009

Rui aconselha - 9ºA

Feras e Heróis –Ferno, o Dragão de Fogo
de Adam Blade

Neste livro, um feiticeiro malvado, o Malvel, lançou um feitiço a todas as feras mágicas que protegem o reino de Avantia. Para pôr fim ao feitiço, é preciso alguém muito corajoso, que terá de evitar essa desgraça. Tom, com ajuda do seu cavalo Trovão e da sua amiga Elenna e com o seu lobo Cinza, lutará contra todas as forças do mal para quebrar o feitiço. Será que estarão à altura da sua missão?

8 de fevereiro de 2009

As leituras da Ana Luísa - 9ºB

A Poesia de Fernando Pessoa

“Qualquer música, ah, qualquer
Logo que me tire da alma
Esta incerteza que quer
Qualquer impossível calma!”

Não podemos caracterizar ou resumir a poesia de Pessoa. Podemos apenas dizer que ele é um génio, um homem mágico, único. Sempre gostei de poesia e para começar a ler Pessoa foi um pouco mais difícil do que esperava, pois para uma pessoa da minha idade é um pouco complicado de compreender. Costumo ler obras de outros poetas, mas nenhum se pode comparar à beleza que é Pessoa.
Ana Luísa

Ana Luísa aconselha - 9ºB

O Portão do Corvo, de Anthony Horowitz

Matt Freeman é um adolescente órfão de pai e mãe, que anda sempre metido em sarilhos e um dia é apanhado pela polícia durante um assalto e enviado para Yorkshire, ao abrigo de um programa governamental de recuperação de jovens delinquentes - LEAA. Desde o primeiro momento, Matt sente que algo muito estranho envolve a sua nova tutora e toda a aldeia onde vivem. Ela obriga-o a fazer trabalhos pesados e a ficar sempre na quinta, nunca podia sair.
Entretanto, o jovem rapaz descobre a existência de Os Velhos, forças do mal tão antigas como a própria Humanidade, que pretendem destruí-la. E só Matt os pode impedir... É o preço por ser diferente... e por ter o poder dos guardiães.Ninguém o quer ajudar, ninguém acredita nele e quem o faz acaba por morrer.
Este é um livro fantástico, pois envolve Magia e Paranormal com o Mundo de hoje em dia, que nos transporta ao mesmo tempo para épocas como a Pré-história. É um livro em constante cepticismo, para o qual apenas nas últimas páginas serão encontradas as respostas.

Ana Luísa aconselha - 9ºB

A Caixa em Forma de Coração
de Joe Hill

“Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais… uma corda usada num enforcamento… um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta…
Um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira. “Vendo” o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta. Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas – o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real.”

Para quem aprecia terror, este sim é um dos melhores livros para alimentar esse interesse. Um romance arrojado, repleto de fugas e confrontos com o fantasma do homem morto que leva Jude a travar batalhas interiores com os fantasmas do seu passado.

Carlos Medinas aconselha - 9ºA

Um Lugar Mágico
de Susanna Tamaro

Este livro conta-nos a história de um rapaz chamado Rick que vivia no bosque da Vista Alegre. Este bosque era o Círculo Mágico, um sítio fantástico, onde todos os animais entendiam todas as linguagens do mundo e onde podiam viver sem se desentenderem, um sítio onde já ninguém tencionava entrar, devido ao desaparecimento de pessoas no bosque. Rick vivia com uma loba que o tinha encontrado no caixote do lixo no Parque e, desde aí, sempre tomou conta dele. Rick conhecia um animal muito especial no Círculo Mágico, tinha sido o primeiro habitante e chamava-se Úrsula. Úrsula, era uma chimpanzé que contava histórias magníficas da sua vida. E, certo dia, também lhe contou como se tinha formado o Círculo Mágico. Estes animais viviam muito felizes ali, até ao dia em que começaram a aparecer notícias nos jornais sobre os desaparecimentos ocorridos na floresta do Parque. As pessoas começaram a comentar o assunto e decidiram destruir todo aquele lugar, sem se preocuparem com os seus habitantes. Felizmente Rick conseguiu fugir daquela destruição que provocou a morte de alguns animais. Será que Rick ficou bem? Para onde iria? O que acontecera de seguida? Estas são algumas perguntas, que ficam no ar. Gostei imenso de ler este livro. Acho que é um bom livro, pois demonstra coisas fantásticas do mundo imaginário e que nos ajudam a reflectir sobre a realidade. Por isso, toca a ler, pois ler faz uma pessoa crescer.
Carlos M.

6 de fevereiro de 2009

Diário de Bordo - Quem influencia as nossas leituras


Durante o mês de Janeiro perguntámos aos nossos visitantes se os professores influenciam as nossas leituras. Votaram 20 pessoas, 85% das quais considera que os professores têm influência nas nossas leituras e 15% respondeu negativamente.

Impõe-se perguntar como é que os professores e outros mediadores do livro e da leitura poderão influenciar a nossa costela de leitores: seduzindo-nos para leituras que desconhecíamos? Falando de livros? Basta falar de livros para desenvolver o gosto pela leitura? Basta criar tempo para a experiência de ler? E que outras pessoas nos influenciaram no prazer de ler? Gostávamos de ter opiniões.
Aguardamos pelos vossos comentários, que publicaremos na 1ª página do nosso blog.

4 de fevereiro de 2009

A nossa sugestão

O Recruta
de Robert Muchamore

"Alucinante, de cortar o fôlego e viciante,
faz-nos desejar que fosse mesmo verdade."
The Sunday Express

"Os agentes da CHERUB têm todos menos de dezassete anos. Vestem calças de ganga e t-shirts, e parecem crianças perfeitamente normais... mas não são. Eles são profissionais treinados, enviados para missões de espionagem contra terroristas e traficantes de drogas temidos internacionalmente. Mas, para efeitos oficiais, estas crianças NÃO EXISTEM. James é o mais recente recruta da CHERUB. É brilhante a matemática e a CHERUB precisa dele. Esperam-no cem dias de recruta. A aventura está a começar...". Da Porto Editora
PS: Existe na Biblioteca da Escola.

A nossa sugestão

As Pequenas Memórias
de José Saramago

"À aldeia chamam-lhe Azinhaga, está naquele lugar por assim dizer desde os alvores da nacionalidade..."
Começa assim As Pequenas Memórias de José Saramago, obra onde o autor nos vai dando a conhecer como nasceu o escritor que foi crescendo dentro de si, conduzindo o leitor numa viagem de memórias da sua infância e juventude, entre Lisboa, a cidade das sete colinas, e Azinhaga, na casa da avó Josefa, junto ao Tejo e à Lezíria.

2 de fevereiro de 2009

Diário de Bordo - As leituras da Isabel

Jazinski
A Isabel está a tornar-se numa leitora inveterada. Ainda o ano passado andava às voltas a pensar que livros havia de seleccionar para ler. Parece que descobriu o bichinho da leitura. A Ana Luísa também tem culpa, pois ela sim, uma amante de livros, sobretudo sobre o sobrenatural, está-lhe a pegar o vício. Tenham cuidado!... Elas já devoram livros...
Tenho a impressão de que um dia destes vamos convidá-las para uma entrevista, para nos falarem sobre livros e sobre um animal de estimação que só alguns de nós conhece e que se chama Bichinho da Leitura.

Isabel Revelles aconselha - 9º B

Eclipse
de Stephanie Meyer

Eclipse é o terceiro volume da saga de Crepúsulo. Neste livro Bella tem que fazer muitas escolhas: Edward ou Jacob? E no fim terá que optar pela vida ou pela morte. Mais um livro de Stephanie Meyer que nos entusiasma de uma maneira impressionante.

Isabel Revelles aconselha - 9º B

Lua Nova
de Stephanie Meyer
Lua Nova é a continuação da história de Bella e de Edward, do livro Crepúsculo. Neste livro pode-se sentir o romance e o suspense sobrenatural destes dois jovens. É um livro apaixonante e surpreendente.

18 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

A Viagem do Elefante de José Saramago

Uma história que nos põe a pensar sobre a viagem atribulada de um dos animais mais queridos do imaginário infanto-juvenil e com o qual temos a sorte de cohabitar neste nosso planeta, onde o homem não tem parado de devassar, diminuindo as condições de vida de tantas espécies. Uma viagem em nome de um rei, D. João III, que tem o poder de oferecer o que lhe aprouver, desde que isso contribua para que o seu prestígio chegue a terras distantes. E assim decide oferecer este lindo paquiderme, que veio entre outras riquezas do Oriente, ao rei da Austria, obrigando o elefante a empreender uma viagem impensável, de Lisboa até à Austria, um animal cujo habitat natural está nos antípodas do frio e do gelos dos Alpes que tem de atravessar. O elefante chegará ao seu destino? Como? Por que peripécias terá de passar? Outras histórias de homens acompanham a viagem deste elefante de nome Salomão. Gente da nobreza, gente do povo ao serviço da vontade do poder dos reis, um cornaca, é assim que se chamam os tratadores de elefantes, que de repente se vê bem tratado, quando tem de botar figura entre a realeza e de encaminhar o elefante até às terras frias da Áustria.

15 de janeiro de 2009

Isabel Revelles aconselha - 9º B

Crepúsculo
Luz e Escuridão

de Stephenie Meyer

Crepúsculo é uma literatura fantástica, contendo seres não humanos,vampiros, mas não sendo muito violento. No entanto, é um livro grande, mas para quem gosta deste género de livros, não custa rigorosamente nada, lamentando-se até quando o livro termina! Aconselho a lerem: a cada página que passa, torna-se mais interessante, sendo impossível deixar de ler.

Diário de Bordo: O nosso Nobel da Literatura

Lembrei-me de desafiar os meus queridos alunos a lerem Saramago. Há quem diga que ler Saramago é difícil. Não digo que não. Mas tudo aquilo que vamos conquistando e que melhora a qualidade da nossa vida é fácil? Claro que não. Assim, deixo aqui duas sugestões de obras de José Saramago, acessíveis aos jovens de 14 anos que não tenham receio de desafios:


Pequenas Memórias
e
A Viagem do Elefante
da editora Caminho

13 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

Vieira da Silva, Biblioteca (1949)

Na pintura, o artista representa as coisas do mundo. E tudo pode ser representado na pintura, tal como nos livros. Do que havíamos de falar nos livros, na tela, na pedra, senão das coisas que fomos vivenciando e que criaram em nós o desejo de falar delas?

Como um grande poeta argentino escreveu, "o sabor da maçã não está na própria maçã - a maçã não se saboreia a si própria - nem na boca de quem a come. Requer um contacto entre as duas. O mesmo sucede a um livro ou a uma colecção de livros, a uma biblioteca"( Jorge Luís Borges). Escrevemos sobre o que conhecemos e lemos o que compreendemos. É o leitor que chega e dá cor às palavras, interpretando-as e recriando-as. É por isso que uma biblioteca pode tornar-se no espaço privilegiado de todas as viagens, onde o leitor tem acesso a todos os caminhos possíveis.

3 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

Pintura de Giuseppe Tominz (1812)

Nos livros, encontramos a semente de sésamo, que o lado menos bom da vida nos rouba.

9ºA - Catarina Alves aconselha


High School Musical – Amigos para sempre?
de Paulo Gonçalves
Em East High School, o director da escola apresenta a Gabriela a nova aluna, a Ashley. Gabriella, uma aluna muito simpática, amiga e namorada do rapaz mais popular da escola, o Troy, e que faz parte da Equipa do Decatlo Académico, fez questão de passear com a nova aluna pela escola, para se sentir mais à vontade.Apresentou-a à equipa de basquete e de Decatlo Académico, mas não é que, assim que a Ashley viu a Sharpay foi a correr ter com ela, a meter conversa e a dizer-lhe que tinha uma roupa fantástica, um colar lindo e mais uma série palavras bonitas que a Sharpay ouvia todos os dias das amigas dela e que a faziam ainda mais convencida!...A Gabriella ficou pasmada, porque pensava que a Ashley era uma miúda simpática, que ligava ao interior dos outros e não ao que está de fora, mas Gabriella levou a situação nas calmas e não deu grande importância. Mais tarde, apercebeu-se que a Ashley não era quem pensava e depressa se afastou dela, porque boa amiga era o que a Ashley não era, e muito menos a Sharpay.

2 de janeiro de 2009

Carlos Medinas aconselha - 9ºA


Tobias e o Anjo
de Susanna Tamaro

Gostei imenso deste livro, é mesmo muito bonito. Retrata a vida de uma criança que se chama Marta, passa dificuldades na sua vida, porque ninguém a consegue entender, nem a própria família. Para ela, apenas uma pessoa a consegue compreender e escutar as suas fantasias e desejos, o seu avô. Ela aprende imensas coisas com o seu avô, relacionadas com a vida e, para ela, o avô é a melhor pessoa do mundo. Certo dia, o seu avô, que iria sempre visita-la, deixa de ir a sua casa e ela fica muito preocupada com ele. Depois sai de casa, porque seus pais não lhe davam atenção e estavam sempre a discutir. A partir daí começa uma verdadeira aventura entre Marta e o mundo. Não digo mais nada, deixo a curiosidade no ar. Acho que este é o livro essencial para um jovem ler, pois enriquece a sua leitura, ajudando-o a conhecer melhor a vida. Deixo aqui uma sugestão, muito boa… por isso, toca a ler!

26 de dezembro de 2008

Carlos Medinas aconselha - 9ºA


Uma Aventura nos Açores
de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Gostei muito do livro. É um livro muito interessante, que retrata uma história passada nos Açores, com um grupo de jovens: Teresa, Luísa, Pedro, João e Chico. Estes jovens encontram-se de férias e são convidados pela mãe da Teresa e da Luísa que tinha de viajar até aos Açores, em trabalho. Partiram para os Açores, onde conheceram uns investigadores que se chamavam Mário e Sara, eles estavam a investigar as várias ilhas dos Açores. A partir daqui não conto mais. Deixo aqui uma sugestão de um livro que é muito bom. Quando começarem a ler, não vão querer parar. Este livro faz parte de uma colecção fantástica.

25 de dezembro de 2008

Isabel Revelles aconselha - 9º B


Um Momento Inesquecível
de Nicholas Sparks

Landon tinha cinquenta e sete anos quando contou a sua vida há trinta anos atrás, em Beaufort. Tudo começou quando a escola onde andava organizou um baile e, como ele não arranjava par, convidou Jamie. Ela era uma pessoa bondosa, tímida e estava sempre a rezar, mas apesar disso aceitou. Começaram a falar cada vez mais e Landon passou a acompanhá-la a casa regularmente, contudo os seus amigos gozavam com ele, porque a Jamie era considerada uma pessoa estranha. Numa noite, à entrada da casa de Jamie, Landon beijou-a. Isto marcou o início de um belíssimo amor. Dias depois, enquanto passeavam, Landon disse-lhe que a amava. Naquele momento, Jamie começou a chorar e disse-lhe que estava a morrer, Jamie tinha leucemia! Landon ficou destroçado. Ela estava cada vez mais magra e pálida e Landon sentia-se triste e impotente, por não a poder salvar daquela terrível doença. Landon, como a amava muito Jamie, pediu-a em casamento, que foi celebrado pouquíssimo tempo depois. Jamie acabou por morrer. Landon, agora mais velho, continua a amá-la como dantes e nunca tirou, nem nunca irá tirar, a sua aliança.
Motivações para ler: É um romance apaixonante desde a primeira página e muito fácil de ler.

23 de dezembro de 2008

Joana Rita aconselha - 9ºA

O Geniozinho
de Maria Teresa Maia Gonzales

Todos os livros desta autora me entusiasmam muito, pois são livros que levam a pensar que, na realidade, existem estas histórias.
O Geniozinho fez-me pensar como uma pessoa tão “viciada” nos estudos, se pode tornar numa pessoa feliz e com objectivos na vida. Eu adorei este livro também porque tem uma mensagem que eu acho importante, a qual é: não deixem que a infância se esqueça, pois ela vai estar sempre connosco a inspirar a nossa vida de adultos.
O Rodrigo, o protagonista deste livro é uma pessoa que só se importava com os estudos e com que os pais ficassem orgulhosos dele, principalmente a sua mãe, mas ele acabou por entender que só ia conseguir a carreira de cientista, porque os pais gostariam que o seu filho tivesse um futuro melhor, mas não era verdadeiramente o que ele queria. Ele conseguiu demonstrar que o que realmente lhe interessava era a música e que sem ela, ele era uma pessoa infelicíssima. Ele reencontrou a sua infância e o que realmente ele queria: a música e uma vida mais sorridente e feliz para ele.
Eu tenho a certeza que este livro é bom para todas as pessoas, mesmo para aquelas que tiram notas más, o que interessa mesmo é que este livro sirva de lição, para realizar todos os sonhos de cada pessoa.

22 de dezembro de 2008

Isabel Revelles aconselha - 9º B


A Lua de Joana
de Maria Teresa Maia Gonzalez


A Lua de Joana é um diário escrito por uma adolescente, Joana, após uma overdose da sua melhor amiga, Marta. Ao longo das páginas do diário, Joana fala do seu dia-a-dia, até que conheceu o Diogo e a Rita, más companhias, que a levaram para o caminho da droga. Joana acaba por morrer com uma overdose.

Motivações para ler: É um livro que todos os adolescentes deveriam ler, pois aborda problemas sociais e, para além de ser muito cativante, é também muito fácil de ler.

18 de dezembro de 2008

Isabel Revelles aconselha - 9º B

A Cidade dos Deuses Selvagens
de Isabel Allende

Alexender Cold, um jovem adolescente, leva uma vida tranquila na Califórnia, até que a sua mãe adoece e ele tem que ir viver para Nova Iorque com a avó Kate, uma pessoa fria, demasiado excêntrica e aventureira. Kate leva o seu neto Alex a uma expedição da National Geographic na Amazónia. A expedição tinha dois objectivos: encontrar a fera e vacinar os indígenas conhecidos como o povo do nevoeiro. A expedição era chefiada por um antropólogo conflituoso, da qual faziam parte dois fotógrafos, uma médica, um guia brasileiro e a sua filha de nove anos, Nadia Santos, que viria a tornar-se a melhor amiga de Alex. Nadia e Alex partem assim para uma grande aventura na Amazónia.

Motivações para ler: Uma aventura fascinante, cheia de enigmas e neste livro também são visíveis os graves problemas ecológicos que afectam a Amazónia.

21 de novembro de 2008

Diário de Bordo: Quem lê cativa outros para a leitura

A Cidade e as Serras
de Eça de Queirós

Já passava das 8h30. A manhã clara enviava os primeiros raios de sol, enquanto os alunos realizavam uma ficha de avaliação. Sentada à secretária, junto à janela, eu relia ociosamente um clássico e saboreava em cada palavra os vestígios do campo, numa personagem que aprendera os requintes da civilização. Um prazer talvez proibido em horário de trabalho, mas tentador. Pela janela entravam os primeiros brilhos primaveris e o silêncio era apenas cortado pelo canto polifónico dos pássaros, felizes com as árvores e com a sua liberdade. Cada aluno, silenciosamente, lia, reflectia, associava, interpretava e dava asas à sua criatividade. No exterior, o burburinho do mundo insinuava os sons das coisas do quotidiano. Ao sabor dos sentidos, eu continuava a reler um dos meus livros preferidos nos últimos tempos, em frente de vinte cabeças debruçadas sobre folhas de papel. A certa altura, já os primeiros raios de sol batiam na minha cabeça, quando, de olhos postos no livro, deixo escapulir uma gargalhada, como se estivesse na presença de Jacinto e dos ilustres convidados, espreitando o fausto jantar, preso no elevador encravado. Alertada por impressões de movimento, levantei a cabeça e deparei-me com quarenta olhos de espanto, que tentavam perscrutar as raízes da minha gargalhada. No final da aula, os alunos rodearam-me: queriam saber informações sobre o livro que me havia feito rir.

20 de novembro de 2008

Diário de Bordo

Pela mão da leitura

Na sala de aula uma aluna aguarda sentada.
À sua frente, atrás e ao lado, mais alunos sentados.
Um quadro preto, anuncia uma espiral de palavras em movimento, vindas de espaços azuis.
O professor entra na sala e pousa os livros na secretária.
Em silêncio, olha os alunos, através de um sorriso transbordante, cheio de palavras capazes de inundar o universo.
Um silêncio de milésimos de segundos invade a sala.
Os alunos, frente ao professor, sentiram-se sentados no interior da própria eternidade.
Passaram apenas milésimos de segundos… Uma eternidade, numa sala de aula…
Uma eternidade, num silêncio mágico…
A voz do professor apresenta-se e todos os alunos a escutam.
Um a um, os alunos também se apresentam e em cada nome há um sonho: o sonho de aprender a felicidade e de a levar o mais longe possível, através da leitura. Fazem parte de um jardim encantado, de mil cores e mil cheirinhos que também querem ensinar o caminho da leitura, porque no mundo há a fome, a doença, a guerra, o desemprego, a injustiça e a mentira.
O professor dá início à aula e fala de livros e de estrelas.
Os alunos lêem com assombro cada gesto, cada sorriso, cada olhar, cada palavra do professor que mais parece uma silhueta, um perfil que subitamente se insurge contra o ritmo monocórdico de uma pauta musical, pousando a sua mão inventiva, qual palhaço de cabelos desalinhados, de rosto surpreendentemente grotesco, onde se insinua uma beleza primordial, Pierrot cheio de vida e de espanto, questionando o mais íntimo de nós e lembrando-nos que, mesmo sem livro na mão, estamos sempre a ler e que, lá em cima, há um céu cheio de estrelas, onde podemos acrescentar mais estrelas.
São momentos fantásticos, únicos, só possíveis quando estamos atentos ao silêncio que há em nós e nos deixamos surpreender, pela palavra do outro que escutamos ou que lemos. É essa a aventura humana que todos os dias nos espera ao despertar: viver o corpo que há em nós, atentos ao mistério que é estar vivo e poder comunicar.
E, quando tudo parece morto, a palavra está lá, algures, onde a quisermos despertar. Num amigo, num professor, num mestre… num livro, no mar, numa casa, ou nas pegadas de uma gaivota na areia, as palavras têm o poder de nos encantar e de nos assombrar… Elas têm o poder da guerra e têm o poder da paz…, diria Barthes. E, através da palavra, o mestre seduz o aluno, ama-o e proporciona-lhe o caminho de Delfos, diria George Steiner, evocando Sócrates. O discípulo poderá caminhar na senda do mestre, ou atraiçoá-lo, ao descobrir um outro caminho que este ignorava ou havia omitido. A traição do discípulo é a sua afirmação. A dor do mestre põe à prova a sua capacidade de amar o ser primordial que um dia embarcou na nau do conhecimento.
Também a criança, nos seus primeiros anos de aprendizagem, parece sorrir de espanto, perscrutando tudo o que a rodeia. Àqueles que a amam, compete o papel de guias, ajudando-a a crescer, como se o seu crescimento não fosse mais do que a aprendizagem para aquilo que é a caminhada humana. Tais guias não podem estar longe do mestre, na sua função de revelar a luz ao discípulo. E, aí, o écran não é mais do que um acessório, didáctico, lúdico, que não pode jamais substituir a figura humana do educador/formador. Se ele provoca transformações profundas entre sinapses e pessoas, ele não pode substituir esse encontro entre individualidades, na troca de sentimentos, experiências, ideias, tudo aquilo que dá cor à vida humana. A felicidade continuará a estar sempre do lado dos homens, no seu encontro na busca da dimensão espiritual da vida. Ele impõe sim reflexões profundas a todos os que vivem a responsabilidade de educar, na reformulação das relações entre pessoas e entre docentes e discentes e no valor incontornável da figura do professor, responsável directo pela formação de jovens saudáveis, capazes de pensarem e agirem por si próprios, no respeito pelo outro.
O professor, esse, deverá continuar o trabalho de despertar no aluno a vontade de continuar a aprender, mas agora no caminho da autonomia do Ser.
Se os termos mestre e discípulo nos reenviam para um topos ancestral e, na era da cibernética, anacrónico, por outro lado, não é raro surpreendermo-nos com a reacção de espanto de crianças, jovens e adultos, perante a revelação de saberes, pela mão de alguém que já percorreu um longo caminho nas coisas do saber e que criou no outro o desejo para a lição seguinte. Esse alguém, se no passado era associado a alguém mais velho que provocava admiração, hoje, pela globalização do acesso à informação, poderá ser um jovem aluno, que surpreende por ter suplantado os mestres, no mundo das tecnologias. E, nestas novas interacções, onde se situa, na actualidade, o professor e como se pode caracterizar essa relação tão mal estimada professor/aluno?