A Viagem do Elefante de José Saramago18 de janeiro de 2009
Diário de Bordo
A Viagem do Elefante de José Saramago15 de janeiro de 2009
Isabel Revelles aconselha - 9º B
Diário de Bordo: O nosso Nobel da Literatura
13 de janeiro de 2009
Diário de Bordo
Vieira da Silva, Biblioteca (1949)
Na pintura, o artista representa as coisas do mundo. E tudo pode ser representado na pintura, tal como nos livros. Do que havíamos de falar nos livros, na tela, na pedra, senão das coisas que fomos vivenciando e que criaram em nós o desejo de falar delas?
Como um grande poeta argentino escreveu, "o sabor da maçã não está na própria maçã - a maçã não se saboreia a si própria - nem na boca de quem a come. Requer um contacto entre as duas. O mesmo sucede a um livro ou a uma colecção de livros, a uma biblioteca"( Jorge Luís Borges). Escrevemos sobre o que conhecemos e lemos o que compreendemos. É o leitor que chega e dá cor às palavras, interpretando-as e recriando-as. É por isso que uma biblioteca pode tornar-se no espaço privilegiado de todas as viagens, onde o leitor tem acesso a todos os caminhos possíveis.
3 de janeiro de 2009
9ºA - Catarina Alves aconselha

2 de janeiro de 2009
Carlos Medinas aconselha - 9ºA

26 de dezembro de 2008
Carlos Medinas aconselha - 9ºA
Uma Aventura nos Açores
de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
25 de dezembro de 2008
Isabel Revelles aconselha - 9º B
Um Momento Inesquecível
de Nicholas Sparks
23 de dezembro de 2008
Joana Rita aconselha - 9ºA
de Maria Teresa Maia Gonzales
O Geniozinho fez-me pensar como uma pessoa tão “viciada” nos estudos, se pode tornar numa pessoa feliz e com objectivos na vida. Eu adorei este livro também porque tem uma mensagem que eu acho importante, a qual é: não deixem que a infância se esqueça, pois ela vai estar sempre connosco a inspirar a nossa vida de adultos.
O Rodrigo, o protagonista deste livro é uma pessoa que só se importava com os estudos e com que os pais ficassem orgulhosos dele, principalmente a sua mãe, mas ele acabou por entender que só ia conseguir a carreira de cientista, porque os pais gostariam que o seu filho tivesse um futuro melhor, mas não era verdadeiramente o que ele queria. Ele conseguiu demonstrar que o que realmente lhe interessava era a música e que sem ela, ele era uma pessoa infelicíssima. Ele reencontrou a sua infância e o que realmente ele queria: a música e uma vida mais sorridente e feliz para ele.
Eu tenho a certeza que este livro é bom para todas as pessoas, mesmo para aquelas que tiram notas más, o que interessa mesmo é que este livro sirva de lição, para realizar todos os sonhos de cada pessoa.
22 de dezembro de 2008
Isabel Revelles aconselha - 9º B
A Lua de Joana
de Maria Teresa Maia Gonzalez
Motivações para ler: É um livro que todos os adolescentes deveriam ler, pois aborda problemas sociais e, para além de ser muito cativante, é também muito fácil de ler.
18 de dezembro de 2008
Isabel Revelles aconselha - 9º B
Alexender Cold, um jovem adolescente, leva uma vida tranquila na Califórnia, até que a sua mãe adoece e ele tem que ir viver para Nova Iorque com a avó Kate, uma pessoa fria, demasiado excêntrica e aventureira. Kate leva o seu neto Alex a uma expedição da National Geographic na Amazónia. A expedição tinha dois objectivos: encontrar a fera e vacinar os indígenas conhecidos como o povo do nevoeiro. A expedição era chefiada por um antropólogo conflituoso, da qual faziam parte dois fotógrafos, uma médica, um guia brasileiro e a sua filha de nove anos, Nadia Santos, que viria a tornar-se a melhor amiga de Alex. Nadia e Alex partem assim para uma grande aventura na Amazónia.
Motivações para ler: Uma aventura fascinante, cheia de enigmas e neste livro também são visíveis os graves problemas ecológicos que afectam a Amazónia.
21 de novembro de 2008
Diário de Bordo: Quem lê cativa outros para a leitura
Já passava das 8h30. A manhã clara enviava os primeiros raios de sol, enquanto os alunos realizavam uma ficha de avaliação. Sentada à secretária, junto à janela, eu relia ociosamente um clássico e saboreava em cada palavra os vestígios do campo, numa personagem que aprendera os requintes da civilização. Um prazer talvez proibido em horário de trabalho, mas tentador. Pela janela entravam os primeiros brilhos primaveris e o silêncio era apenas cortado pelo canto polifónico dos pássaros, felizes com as árvores e com a sua liberdade. Cada aluno, silenciosamente, lia, reflectia, associava, interpretava e dava asas à sua criatividade. No exterior, o burburinho do mundo insinuava os sons das coisas do quotidiano. Ao sabor dos sentidos, eu continuava a reler um dos meus livros preferidos nos últimos tempos, em frente de vinte cabeças debruçadas sobre folhas de papel. A certa altura, já os primeiros raios de sol batiam na minha cabeça, quando, de olhos postos no livro, deixo escapulir uma gargalhada, como se estivesse na presença de Jacinto e dos ilustres convidados, espreitando o fausto jantar, preso no elevador encravado. Alertada por impressões de movimento, levantei a cabeça e deparei-me com quarenta olhos de espanto, que tentavam perscrutar as raízes da minha gargalhada. No final da aula, os alunos rodearam-me: queriam saber informações sobre o livro que me havia feito rir.
20 de novembro de 2008
Diário de Bordo
Na sala de aula uma aluna aguarda sentada.
À sua frente, atrás e ao lado, mais alunos sentados.
Um quadro preto, anuncia uma espiral de palavras em movimento, vindas de espaços azuis.
O professor entra na sala e pousa os livros na secretária.
Em silêncio, olha os alunos, através de um sorriso transbordante, cheio de palavras capazes de inundar o universo.
Um silêncio de milésimos de segundos invade a sala.
Os alunos, frente ao professor, sentiram-se sentados no interior da própria eternidade.
Passaram apenas milésimos de segundos… Uma eternidade, numa sala de aula…
Uma eternidade, num silêncio mágico…
A voz do professor apresenta-se e todos os alunos a escutam.
Um a um, os alunos também se apresentam e em cada nome há um sonho: o sonho de aprender a felicidade e de a levar o mais longe possível, através da leitura. Fazem parte de um jardim encantado, de mil cores e mil cheirinhos que também querem ensinar o caminho da leitura, porque no mundo há a fome, a doença, a guerra, o desemprego, a injustiça e a mentira.
O professor dá início à aula e fala de livros e de estrelas.
Os alunos lêem com assombro cada gesto, cada sorriso, cada olhar, cada palavra do professor que mais parece uma silhueta, um perfil que subitamente se insurge contra o ritmo monocórdico de uma pauta musical, pousando a sua mão inventiva, qual palhaço de cabelos desalinhados, de rosto surpreendentemente grotesco, onde se insinua uma beleza primordial, Pierrot cheio de vida e de espanto, questionando o mais íntimo de nós e lembrando-nos que, mesmo sem livro na mão, estamos sempre a ler e que, lá em cima, há um céu cheio de estrelas, onde podemos acrescentar mais estrelas.
São momentos fantásticos, únicos, só possíveis quando estamos atentos ao silêncio que há em nós e nos deixamos surpreender, pela palavra do outro que escutamos ou que lemos. É essa a aventura humana que todos os dias nos espera ao despertar: viver o corpo que há em nós, atentos ao mistério que é estar vivo e poder comunicar.
E, quando tudo parece morto, a palavra está lá, algures, onde a quisermos despertar. Num amigo, num professor, num mestre… num livro, no mar, numa casa, ou nas pegadas de uma gaivota na areia, as palavras têm o poder de nos encantar e de nos assombrar… Elas têm o poder da guerra e têm o poder da paz…, diria Barthes. E, através da palavra, o mestre seduz o aluno, ama-o e proporciona-lhe o caminho de Delfos, diria George Steiner, evocando Sócrates. O discípulo poderá caminhar na senda do mestre, ou atraiçoá-lo, ao descobrir um outro caminho que este ignorava ou havia omitido. A traição do discípulo é a sua afirmação. A dor do mestre põe à prova a sua capacidade de amar o ser primordial que um dia embarcou na nau do conhecimento.
Também a criança, nos seus primeiros anos de aprendizagem, parece sorrir de espanto, perscrutando tudo o que a rodeia. Àqueles que a amam, compete o papel de guias, ajudando-a a crescer, como se o seu crescimento não fosse mais do que a aprendizagem para aquilo que é a caminhada humana. Tais guias não podem estar longe do mestre, na sua função de revelar a luz ao discípulo. E, aí, o écran não é mais do que um acessório, didáctico, lúdico, que não pode jamais substituir a figura humana do educador/formador. Se ele provoca transformações profundas entre sinapses e pessoas, ele não pode substituir esse encontro entre individualidades, na troca de sentimentos, experiências, ideias, tudo aquilo que dá cor à vida humana. A felicidade continuará a estar sempre do lado dos homens, no seu encontro na busca da dimensão espiritual da vida. Ele impõe sim reflexões profundas a todos os que vivem a responsabilidade de educar, na reformulação das relações entre pessoas e entre docentes e discentes e no valor incontornável da figura do professor, responsável directo pela formação de jovens saudáveis, capazes de pensarem e agirem por si próprios, no respeito pelo outro.
O professor, esse, deverá continuar o trabalho de despertar no aluno a vontade de continuar a aprender, mas agora no caminho da autonomia do Ser.
Se os termos mestre e discípulo nos reenviam para um topos ancestral e, na era da cibernética, anacrónico, por outro lado, não é raro surpreendermo-nos com a reacção de espanto de crianças, jovens e adultos, perante a revelação de saberes, pela mão de alguém que já percorreu um longo caminho nas coisas do saber e que criou no outro o desejo para a lição seguinte. Esse alguém, se no passado era associado a alguém mais velho que provocava admiração, hoje, pela globalização do acesso à informação, poderá ser um jovem aluno, que surpreende por ter suplantado os mestres, no mundo das tecnologias. E, nestas novas interacções, onde se situa, na actualidade, o professor e como se pode caracterizar essa relação tão mal estimada professor/aluno?

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